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31/10/2013

As minhas recordações

Ter saudade é a vaga uniforme de um corpo. Ter saudade é pássaro se aparece se apaga erguido de confusão na angústia, ao lado da natureza luxuriante dentre de mim. Ter saudade é fingir qualquer coisa inquieta, levantada, desenterrada do crivo da memória. Por vezes quando o tempo por ele passa não passa o tempo da saudade, estátua rígida d'um destino anoitecido, passa um nada meio acontecido. Saudade, é a filha da alma do mundo que de tanto ser outro sou eu já. Saudade, porque viajas cansada em horas dentro de mim? Saudade que vieste que vieste até à última força desta linha, da eterna caminhada. Sempre que vieres sem avisar leva-me contigo para que a paz volte à memória do meu corpo como um rio que passa no tempo final da minha natureza.    
E já se passaram dois anos....