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07/03/2013

Um primeiro ministro obstinado

A propósito do debate quinzenal como o Primeiro Ministro (PM) no parlamento, onde se falou também do desemprego, foi esse principalmente o tema que António José Seguro (PS)  apostou mais neste debate e tivemos uma declaração no mínimo surpreendente do PM dizendo que o mais sensato era baixar o salário mínimo.

Eu não tenho dúvidas, só demonstra uma coisa, só mostra que o governo não tem resposta nenhuma sobre o desemprego, eu já tinha dito nas minhas críticas, que o discurso que o PM tem feito não há uma palavra sobre o desemprego, neste momento interpelado por António Seguro ele teve uma palavra. e Qual foi essa? Foi dizer que a única coisa sensata a fazer seria diminuir o ordenado mínimo, mas como não o pode fazer, que o ordenado mínimo é de 482 €, ou seja é mesmo mínimo. o que pode fazer daqui? é nada segundo ele. É absolutamente extraordinário que um PM tenha um atrevimento de ir para a assembleia da republica dizer que a única medida que tem de luta contra o desemprego é baixar o salário mínimo e não o vai fazer porque é mesmo mínimo. Eu pergunto-me como é que o PM acha que vivem as pessoas que ganham  482€ ao final do mês??? Ainda por cima quando toda a gente nomeadamente na concertação social e no partido socialista  exige a subida do ordenado mínimo, quando vemos o presidente da CIP ( Confederação das Indústrias Portuguesas) que está aberto a discutir a subida do ordenado mínimo e temos um PM que a única coisa que tem é pena é de não o poder baixar. Penso que é algo que ultrapassa os limites do razoável e do sensato. Só revela uma insensibilidade total do ponto de vista social do governo perante a sociedade que criou e está a destruir. Isto é sintomático deste governo!

   Também no mesmo local o PM faz declarações muito claras que este caminho é para manter. Ele também diz que não pode governar em função dos protestos. Bem ele no fundo ele só pode governar em função é da Troika isso sim, no fundo é o que ele diz é isso, não interessa o que os os portugueses pensam, e na manifestação do dia 4 de Março não pode ser encarada como uma organização, pouco espontânea. Estas declaração só revelam que há um distanciamento cada vez maior dos portugueses e o governo. O que eu digo é que ele devia tirar ilações disso. Mas na assembleia ele próprio disse que não ia tirar ilações nenhumas. Eu pergunto como é que  um PM pode dizer pela segunda vez, que o rumo está certo?? quando está um desastre absoluto, de tal forma que nós somos obrigados a pedir um segundo adiamento do cumprimento do défice. Como diria Paulo Portas na sexta feira anterior, só um doido é que diz que isto está bem! porque na realidade não está a correr bem. E quando menos se esperava que um PM ( eu não esperava)  com Miguel Relvas a dizer que isto está a correr maravilhosamente bem, que os esforços dos portugueses não são em vão. Quando hoje em dia, o problema se coloca nesse aspecto, que é que os portugueses começarem a perceber que os esforços são em vão e que a recuperação não vai em 2013 nem em 2014 nem vem tão cedo, e que entretanto perderem-se milhares de empresas e milhões de empregos e etc, e o PM a mostrar uma total insensibilidade em relação a isto.
   Devo dizer que há uma outra coisa que é extremamente extraordinária, é no corte de 4 mil milhões. Sabe-se que vai haver esse corte de 4 mil milhões e o PM a recusar-se mesmo na assembleia da republica a falar qual é o corte de 4 mil milhões. Eu sinceramente não sei mesmo, como é que o governo vai conseguir apresenta-lo.